Falta de assistência de saúde e o uso de álcool e drogas


AMÉRICA/BRASIL - Secretários executivos da CNBB em meio aos índios Terena

Campo Grande (Agência Fides) – Na intensa agenda de trabalho de seu encontro, realizado em Campo Grande de 18 a 22 de julho, os Secretários executivos das 18 regiões que compõem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fizeram também uma visita a uma realidade indígena no município de Miranda, diocese de Jardim.

Como informa a nota da CNBB recebida pela Agência Fides, em 20 de julho, os Secretários foram ao município de Miranda, diocese de Jardim, e visitaram algumas aldeias habitadas por índios Terena, que somente nesta diocese são mais de dez mil, e são muito numerosos em todo o Mato Grosso do Sul. Acompanhados por pe. Antonio Ferreira Catelan e pelo Bispo de Jardim, Dom João Gilberto Moura, os Secretários foram acolhidos na aldeia de Babaçu – Comunidade Nossa Senhora Imaculada Conceição, por caciques e lideranças de doze aldeias, num total de sessenta pessoas.

O grupo debateu alguns quesitos considerados particularmente importantes neste momento: o esforço que está sendo feito nas aldeias para salvar e manter a cultura indígena; o reforço da identidade indígena através das línguas nativas, danças e rituais; a luta para garantir que as leis institucionais sobre a demarcação de terras sejam respeitadas. 

Em relação à Igreja, muito apreciada por eles, as lideranças pediram uma presença maior. Se possível, que os sacerdotes visitem as famílias para conhecer melhor a sua realidade e a cultura indígena. Dentre os problemas que citaram, a falta de assistência de saúde e o uso de álcool e drogas. Depois da exposição, os Secretários iniciaram um diálogo para uma maior compreensão recíproca entre a Igreja e a realidade indígena. 

No final do encontro, Dom João Gilberto Moura definiu o dia como ‘histórico’. “Somos uma Igreja viva, uma Igreja comunhão. Muito do que foi dito esta tarde contribuirá para melhorar o nosso trabalho na diocese de Jardim e também na Igreja no Brasil”. Para o Bispo, foi o maior encontra jamais realizado entre a Igreja e o povo Terena. (SL) (Agência Fides 23/07/2016)


Cerca de 250 mil crianças sírias refugiadas no Líbano não são escolarizadas


ÁSIA/LÍBANO - Cerca de 250 mil crianças sírias refugiadas no Líbano não são escolarizadas

Beirute (Agência Fides) – Mais da metade das cerca de 500 mil crianças de idade escolar cadastradas no Líbano não frequentam aulas por terem poucos recursos e devido às políticas do Governo libanês. A denúncia provém de Human Rights Watch (HRW) que, em estudo recente, assinalou também os passos positivos do país para consentir o acesso dos refugiados sírios ao ensino público e gratuito. Na nota recebida pela Fides, a ONG evidencia a importância da instrução, crucial para que as crianças possam ter um instrumento para enfrentar e superar o trauma da guerra e do deslocamento, além de ter um papel positivo na futura reconstrução da Síria. 

O Líbano está oferecendo uma série de aulas vespertinas em 238 escolas para atender um maior número de alunos no ano letivo 2015-2016. Também foram aumentadas as vagas para refugiados sírios nas escolas do Líbano, mesmo se muitas ficaram vazias por causa de problemas econômicos. Com efeito, 70% das famílias sírias não pode enfrentar despesas para a compra de material e manutenção escolar. Além do fator econômico, outros motivos que prejudicam a alfabetização são os abusos e moléstias a que são submetidas as crianças, o uso de línguas que os pequenos sírios não falam ou normas de inscrição específicas. As crianças do ensino médio encontram impedimentos ainda maiores, como a dificuldade de obter visto de residência legal depois de 15 anos. Somente 3% delas conseguiram se matricular na escola no ano passado. Atualmente, no Líbano há 1,1 milhão de refugiados sírios cadastrados oficialmente, metade dos quais é menor de idade. As autoridades fazem uma estima mais alta. (AP) (23/7/2016 Agência Fides)


Greenpeace chama à conversão e agradece ao Papa por Laudato sí

JMJ: Greenpeace chama à conversão e agradece ao Papa por Laudato sí

Cracóvia (RV) - Em preparação para o Dia Mundial da Juventude, em Cracóvia, ativistas do Greenpeace de Polônia, Alemanha, França e Croácia se reuniram na margem do rio Vístula para agradecer ao Papa Francisco pela mensagem ambiental propagada na recente encíclica Laudato sì.

Uma enorme faixa levada em caiaques mostrava uma imagem do Papa ao lado de suas palavras: “A mudança climática é um problema que não pode mais ser delegado para as gerações futuras”.

Em nota divulgada à imprensa, o movimento ecologista Greenpeace afirma:

“As mudanças climáticas são a maior ameaça que a humanidade enfrenta. Milhões de pessoas já estão sofrendo com secas e inundações prolongadas. Com as temperaturas globais subindo, o problema só vai piorar. Os cientistas estimam que um aumento de 2°C na temperatura global causará alterações climáticas catastróficas que vão prejudicar muitas pessoas em todo o mundo. A fim de evitar o pior cenário, a comunidade global deve reduzir radicalmente as emissões de gases de efeito estufa”.

“Estamos comemorando o primeiro aniversário da encíclica Laudato sì, que abordou os maiores desafios da humanidade, como a destruição do meio ambiente, as alterações climáticas e a pobreza. Em sua encíclica, o Papa Francisco pede à comunidade internacional para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e converter a economia para a energia renovável. Todo país deve levar esta mensagem a sério”, assina Katarzyna Guzek, porta-voz do Greenpeace na Polônia.

Conversão da economia e uso de energias renováveis

Com a manifestação no rio Vístula, os ambientalistas procuraram destacar o fato de que a redução de emissões de gases de efeito estufa não é apenas importante, mas urgente. E que isto não pode ser feito sem a conversão da energia para as renováveis, em particular na Polônia, onde a grande maioria da energia é produzida a partir de combustíveis fósseis.

O Greenpeace é uma organização global cuja missão é proteger o meio ambiente, promover a paz e inspirar mudanças de atitudes que garantam um futuro mais verde e limpo para esta e para as futuras gerações.

(CM)