12 Ideias sobre Liderança no Século XXI que nossos Políticos Precisam Conhecer

  1. "Jesus Cristo, que é o Mestre e o Senhor, disse de si mesmo que não tinha vindo para ser servido, mas para servir. Toda função de governo, de liderança é – deveria ser – de serviço. 
  2. São Josemaria, fundador do Opus Dei chamava a atenção sobre o perigo de descuidar o que é importante para atender logo as urgências. 
  3. Insistia – e assim o praticava – em que é necessário estudar bem os assuntos, dedicando todo o tempo que cada um requer, nem mais, nem menos. A precipitação não é diligência; nem o adiamento, prudência. Para prevenir o nervosismo e as pressas, que levam facilmente a decidir antes de se ter ponderado todos os dados relevantes, costumava dizer: "o urgente pode esperar, o muito urgente deve esperar". A necessária rapidez, a agilidade, é fruto do trabalho intenso e constante, bem como do acompanhamento das decisões, para ir cumprindo as etapas, sem deixar que os assuntos esmoreçam.
  4. Todas essas condições de um bom trabalho de direção cumprem-se mais facilmente se o governo é colegial. Acerta-se mais, e se procede com mais agilidade, se várias pessoas estudam a mesma questão. A diligência não consiste em prescindir de alguém que deve contribuir com a sua opinião, mas em não deixar estagnar os assuntos ("fazer charcos", dizia São Josemaria), isto é, não reter os assuntos, mas examiná-los e dar-lhes prosseguimento, para que outros o vejam e todos possam contribuir para a decisão comum.
  5. Quanto à forma de harmonizar a diversidade cultural e o objetivo comum a chave está em fomentar a liberdade. O pluralismo que daí resulta não é nenhum caos: a harmonia surge da própria diversidade polifônica, pela qual cada um contribui para a sinfonia do conjunto, para a tarefa 
  6. É bem conhecido o fato de que os dirigentes de empresa estão habitualmente sob pressão, pela abundância e dificuldade do trabalho e, sobretudo, pela responsabilidade que pesa sobre eles.  Por um lado, parece-me importante que saibam compartilhar sua carga, especialmente com os colaboradores imediatos: que saibam delegar. Quando se manifesta confiança às pessoas, dando-lhes responsabilidades e uma margem de iniciativa, costumam reagir bem, assumindo a tarefa como própria e identificando-se com o projeto comum. Em segundo lugar, aconselharia às pessoas que têm fé, a descarregar o peso em Deus, que é o nosso Pai. Um bom profissional e um bom cristão trabalha o máximo que pode e o melhor que sabe; ao mesmo tempo, entende que nem tudo está sob seu controle, e por isso deixa o que não tem controle sob o cuidado de Deus.
  7. Se encararmos todos nossos dias com fé prática, verdadeira, na providência divina, que governa tudo para o nosso bem – ainda que, às vezes, não entendamos –, amadureceremos como pessoas no nosso trabalho e o realizaremos melhor, livres de angústias, que fazem mal e tiram eficácia.
  8. Também é muito importante cuidar do descanso: do próprio e do daqueles que trabalham conosco. Equilibrar a dedicação às nossas obrigações e descansar para recuperar as forças, permite continuar a cuidá-las com renovado impulso.
  9. Os cristãos que desenvolvem a sua profissão no âmbito do comércio, das finanças, da indústria, etc., podem "dar alma" ao mercado, e a todas as instituições sociais, isto é, atuar no mercado conscientes de que nos negócios participam pessoas, com a determinação de praticar a justiça e com o desejo de atender eficazmente às necessidades dos outros.
  10. Além disso, é preciso praticar a misericórdia como um dom gratuito, para ajudar a resolver as carências, materiais ou espirituais, que o mercado não pode remediar, ou não o faz de fato. Muitos empresários mantêm iniciativas de assistência e de promoção humana, que são prova da criatividade da misericórdia.
  11. Não existe então oposição entre o sucesso e a solidariedade. Um dirigente que deseja ser um bom cristão, procura o sucesso para levar adiante o seu projeto profissional e, ao mesmo tempo, para ajudar outras pessoas. Os dois desejos se reforçam mutuamente."
  12. Orientações éticas fundamentais se aplicam às diferentes facetas da atividade de liderança. Entretanto, na vida real, é preciso decidir em situações concretas, e as diversíssimas situações que se encontram na realidade não podem estar todas previstas num código. Para acertar em cada situação, os dirigentes devem ter, por um lado, muito bem arraigados os princípios éticos e profissionais, mas, por outro lado, precisam também de experiência, tenacidade e fortaleza para resistir às pressões de ceder ao mal, e flexibilidade para retificar. 
Postagem baseada na entrevista de Fernando Ocáriz. Veja a entrevista completa aqui.


Obrigado por compartilhar esta postagem em sua rede social.